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Lavar as mãos é o melhor remédio

Sexta-feira 16/07/2010

Os brasileiros não abrem mão de tomar banho até mais de duas vezes por dia, mas derrapam quando se trata da higiene das mãos. Uma pesquisa constatou que 53% da população brasileira não sabe da existência dos germes (bactérias, fungos ou vírus), micro-organismos que existem em grande quantidade dentro das casas e, transmitidos pelo contato das mãos, podem provocar doenças infecciosas que vão de gripes e diarreia a tuberculose e cólera.

Outros 7% dos brasileiros sabem da existência dos germes, mas não mostram preocupação. Já 23%, apesar de preocupados, não tomam providências para eliminar germes e bactérias. O levantamento foi feito em 2009 pela TNS Global Market Research, a pedido de uma empresa do setor de higiene pessoal, e mostra que 80% dos brasileiros ainda precisam aprender a se defender destes micro-organismos.

Mão limpa - “O brasileiro toma muito banho, mas não conhece bactérias e vírus e nem tem o hábito de se preocupar com isso”, avalia o pediatra Eitan Berezin, presidente do Comitê de Doenças Infecciosas da Sociedade Brasileira de Pediatria. Segundo ele, a boa higiene das mãos é uma medida de prevenção ainda mais importante do que vacinas e remédios. “As doenças infecciosas desaparecem à medida que a higiene melhora”, diz ele.
O especialista alerta que vírus sobrevivem em superfícies durante horas, o que demanda maior preocupação com ambientes dentro de casa. Em toalhas, por exemplo, o vírus sobrevive por oito a doze horas. Já nas mãos, ele pode viver por duas horas. “Ao não lavar as mãos após tossir e espirrar, as pessoas podem contaminar objetos, que se tornam infectantes”, explica.

O pediatra defende que as crianças tenham contato com superfícies contaminadas, mas que não descuidem de alguns cuidados básicos. “Elas podem sim brincar na terra, precisam disso. Mas depois é preciso lavar bem as mãos. Ter uma higiene boa não significa fazer a criança brincar apenas no cimento”, aponta o especialista.

Limpeza da casa é reprovada em teste - Rejuntes de banheiros e a parte interna dos refrigeradores são altamente contaminados com bactérias e bolores. A constatação é do estudo “Verdades Sobre a Higiene Doméstica” 2010, feito pelo Hygiene Council, conselho formado por especialistas internacionais em saúde que buscam orientar as pessoas sobre a necessidade de boas práticas para evitar a disseminação de infecções.
O estudo envolveu cerca de 180 famílias do Reino Unido, EUA, Alemanha, Canadá, África do Sul, Arábia Saudita, Malásia, Austrália e Índia.

De acordo com a pesquisa internacional, 70% dos rejuntes dos banheiros falharam em testes bacterianos. A concentração destes micro-organismos pode causar ou intensificar doenças respiratórias e alergias.

O segundo pior resultado foi verificado nos refrigeradores — 46% deles tinham contaminação bacteriana e 44% acumulavam bolores. Panos de cozinha também mostraram altos níveis de contaminação bacteriana em 36% das casas. Já os cabos de chaleiras estavam mais sujos do que teclados de computadores (22% contra 19%). A superfície mais limpa testada foi o carrinho de bebê — apenas 6% falharam nos testes de limpeza.


Fonte: Diário de S. Paulo
Autor: Aline Mustafa

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Cuidados durante a estação do inverno

Quinta-feira 24/06/2010

O inverno brasileiro começou segunda-feira (21/06) e com ele temos dias mais gelados e secos. Essa mudança de temperatura é um prato cheio para o surgimento da gripe e alergias, além de outros problemas como ressecamento da pele e dores nos ossos já fraturados. Segue algumas orientações de prevenções e alguns cuidados a serem tomados para se evitar maiores transtornos.

GRIPE
No caso da gripe, por exemplo, é comum que ela ocorra mais de uma vez durante o inverno. Isso é resultado de contato com indivíduos que têm o vírus. Com isto, a forma com maior eficácia de se prevenir, já que nem sempre é possível ficar longe de pessoas gripadas é tomar a vacina contra a gripe. Assim é recomendado que todas as pessoas tomem a vacina, sobretudo gestantes, idosos e pessoas com doenças de base como doenças de rim, pulmão e coração, uma vez que para este grupo de pessoas as conseqüências são mais graves.

Medidas de higiene básica também auxiliam consideravelmente na prevenção da gripe, como lavar sempre as mãos e evitar levá-las ao nariz e à boca quando estiverem em lugares com grandes aglomerações.

DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
Outra questão é que durante o inverno ocorre a inversão térmica, aumentando o número de poluentes no ar, que favorece crises de renite e asma.

Pessoas com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, que diminui a capacidade respiratória, também apresentam pioras nesses dias, geralmente mais secos.

Para os dias de umidade mais baixa, inferior a 40%, a dica é tomar muita água, usar um umidificador de ar e usar soro fisiológico na região dos olhos e do nariz. Para quem tem o hábito de praticar exercícios físicos em locais abertos recomenda-se um rigoroso processo de hidratação/reidratação, já que esta prática é caracterizada pela perda excessiva de líquidos.

Há também a necessidade de manutenção dos aparelhos de ar-condicionado, tanto de carros como de ambientes fechados, pois são um reduto que favorece acúmulo de poeira, bactérias e fungos, que podem causar/agravar sérios distúrbios respiratórios, por exemplo uma renite alérgica.

CUIDADOS COM A PELE E COM AS ARTICULAÇÕES
Durante o inverno a pele tem uma tendência a ficar mais ressecada por causa da baixa umidade do ar. Para evitar que ela perca a umidade de sua superfície é recomendado usar água morna e fazer banhos menos demorados. É recomendado pelos dermatologistas o uso de sabonetes de glicerina ou infantis, que são menos agressivos à pele, além de manter o uso do protetor solar no inverno, salientando que com o frio não significará que estaremos protegidos do malefício causado à pele pela incidência dos raios solares, tornando assim, indispensável o uso de protetor solar, principalmente em passeios a céu aberto.

Com a mudança de temperatura, principalmente nos dias mais frios, as pessoas podem sentir dores em ossos onde já sofreram alguma fratura. Isso ocorre porque existe uma alteração na pressão atmosférica quando o clima muda.

Quando o osso quebra, ele sofre uma remodelação óssea, onde ocorre um processo inflamatório que pode durar de um a quatro anos, dependendo da fratura. Quando há alteração na pressão atmosférica, há aumento do fluxo sanguíneo nessa região, causando dor. Para abrandar essas dores a pessoa pode fazer uso de um analgésico comum, gelo de duas a três vezes ao dia, por no máximo 15 minutos, nos joelhos e cotovelos, e usar calor local se tiver algum espasmo muscular para relaxamento do músculo.

A equipe da Drogaria Souza acredita estar colaborando com uma vida mais saudável a todos moradores de nossa comunidade e região com estas simples dicas e recomendações de hábitos e cuidados que favorecem a saúde nesta estação do ano, que apesar de nos limitar em algumas instancias “nos permite” viver de forma mais profunda nossos laços de amizade bem como aprofundar nossa convivência familiar. Aproveitamos a ocasião para nos colocar à disposição para bem servi-los quando precisarem!

Por: Jônadas Pires de Souza CRF-GO 7131
Fonte: Conselho Federal de Farmácia

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Dores de garganta: Em busca da suavidade perdida

Quinta-feira 03/12/2009

Recuperar a suavidade é o que deseja quem se vê a braços com dores de garganta: dificuldade em engolir é apenas um dos muitos incómodos causados pela secura e irritabilidade.

As dores de garganta são um sintoma, não uma doença, podendo esconder causas tão distintas nas consequências como o hábito de respirar pela boca ou uma infecção. São muitos os factores que contribuem para a secura e irritação da garganta, ao ponto de até o descer da saliva se tornar doloroso. Engolir, mesmo que seja um líquido, é igualmente difícil.

Quem dorme de boca aberta não o faz intencionalmente: provavelmente tem qualquer problema que perturba a respiração pelo nariz, mas o mais certo é acordar com a garganta seca e irritada.

O mesmo acontece quando se frequentam espaços onde o ar circula artificialmente, seja por via dos aparelhos de ar condicionado no Verão, seja por via do aquecimento no Inverno. É mais agradável quando no exterior faz muito calor ou muito frio, mas a garganta acaba por queixar-se.

Tal como se queixa, mais cedo ou mais tarde, do fumo do tabaco, sobretudo quando inalado pelo próprio fumador. Também as alergias deixam a garganta vulnerável, mas a maior responsabilidade é das infecções. São os seus agentes - vírus e bactérias - que mais atacam as vias respiratórias que passam pela garganta.

Aliás, as dores de garganta são um sintoma partilhado pelas constipações e gripes, típicas da actual estação do ano. Na gripe são, já se sabe, mais prováveis e mais intensas, mas na constipação também podem estar presentes. A não menosprezar são as dores de garganta próprias de outra infecção vital - a mononucleose, mais conhecida como "doença do beijo". Além das dores, são de esperar sintomas como inflamação dos nódulos linfáticos, das amígdalas e do fígado, erupção cutânea e perda de apetite.

Em matéria de dores de origem infecciosa, a culpa, porém, não é só dos vírus - as bactérias também não poupam a garganta, sobretudo as que causam faringites e amigdalites.

Contra as dores, tratar e prevenir
As dores de garganta podem ser muito incómodas. Basta pensar como é difícil engolir, da aliva aos alimentos... Assim sendo, há que buscar alívio, de modo a vencê-las no mais curto espaço de tempo. E a suavidade recupera-se antes de mais recorrendo a algumas medidas "caseiras", como aumentar a ingestão de líquidos (apesar do desconforto) para hidratar as paredes da garganta e combater a secura.

Gargarejar com uma solução de água morna salgada também ajuda: uma colher de chá de sal por cada copo de água é a receita que produz alívio, embora possa não ser muito agradável ao paladar.

Contra a secura e irritação da garganta, o mel e o limão são bons aliados: misturados em chá ou água, contribuem para deixar o muco mais fluido e aliviar a irritação. Nos intervalos, um rebuçado de pasta dura (não caramelos) ou um chupa-chupa ajudam a suavizar, pois estimulam a produção de saliva. É claro que convém não abusar, preferindo-os sem açúcar.

São cuidados simples e fáceis de pôr em prática. Mas nem sempre são suficientes para fazer desaparecer as dores de garganta. Quando o incómodo é demasiado, pode ser necessário recorrer a medicamentos.

Mas não antibióticos - estes destinam-se ao combate a infecções bacterianas, mas as dores de garganta têm, na maioria das vezes, origem em vírus, pelo que aqueles fármacos são inúteis. Há, pois, que resistir à tentação de pedir um antibiótico, por maior que seja a vontade de obter alívio rápido. Além de que só se vendem com receita médica.

Há situações em que as dores de garganta persistem, podendo indiciar um problema de saúde mais grave: assim, há que ir ao médico se as dores forem muito intensas, prolongadas ou recorrentes, se for muito difícil engolir e respirar, se houver febre elevada, se a saliva contiver sangue ou pus, se o pescoço ficar rígido e se surgirem sintomas de desidratação (sede muito intensa, urina escassa e escura, prostração, entre outros).

Não é, felizmente, o que acontece na maioria dos casos. Ainda assim, é sempre melhor prevenir. O que passa pelos mesmos gestos envolvidos na prevenção do contágio de doenças respiratórias de origem viral como as constipações e gripes.

Daí que o primeiro dos cuidados seja a lavagem das mãos - antes de manusear alimentos e de comer, depois de ir à casa-de-banho e de mudar a fralda dos bebés, depois de se assoar e de tocar em animais ou fazer jardinagem.

O ideal seria lavá-las também no regresso a casa após a permanência em espaços públicos, sobretudo fechados e com elevada concentração de pessoas - é que são ambientes favoráveis à circulação de vírus.

Estes não são os únicos cuidados a ter: deve tossir-se para um lenço descartável, evitar tocar com a boca em telefones públicos, bebedouros ou fontes, não partilhar objectos do dia-a--dia que estejam em contacto com as mãos e a boca como talheres, copos, guardanapos, toalhas.

E porque o tabaco agride a garganta, pode ser conveniente reduzir ou até eliminar este hábito, se as dores forem frequentes. A poluição também é um agente agressor, em particular para as pessoas alérgicas, pelo que é preciso ter atenção nos dias de maior concentração de poluentes e zonas com tráfego automóvel intenso.

É certo que as dores de garganta podem acontecer em qualquer altura do ano, mas, como andam associadas a vírus, são mais prováveis agora que estamos no Inverno. Por isso, antes que doa, proteja-se.

Fonte: Farmácia Saúde - ANF

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